Embora
vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em
sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo,
Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão
pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
No ano de 1922
casou-se com o pintor português Fernando Correia Dias com quem
teve três filhas.
O
seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935.
Cecília voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao
professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira
Grilo.
Teve ainda importante
atuação como jornalista, com publicações
diárias sobre problemas na educação, área
à qual se manteve ligada fundando, em 1934, a primeira biblioteca
infantil do Rio de Janeiro. Observa-se ainda seu amplo reconhecimento
na poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho
Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O
menino azul e A pombinha da mata, entre outros. Ela traz para a poesia
infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando
versos regulares, a combinação de diferentes metros,
o verso livre, a aliteração, a assonância e a
rima.
Os poemas infantis
de Cecília Meireles não ficam restritos à leitura
infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.
Em
1923, publicou Nunca Mais... e Poema dos Poemas, e, em 1925, Baladas
Para El-Rei. Após longo período, em 1939, publicou Viagem,
livro com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira
de Letras.
A autora publicou regularmente, até a sua morte, no ano de
1964, dois dias após ter completado 63 anos. Algumas de suas
publicações neste período foram Vaga Música
(1942), Mar Absoluto e Outros Poemas (1945), Retrato Natural (1949),
Romanceiro da Inconfidência (1953), Metal Rosicler (1961), Poemas
Escritos na Índia (1962), Solombra (1963) e Ou Isto ou Aquilo
(temática infantil, 1964).
Fonte:
Wikipédia.