Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa sofreu uma profunda
transformação em seu interior, que definiria mais tarde
como a perda do medo. Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo
e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever, produzindo
poemas ligados à sua história, à ligação
com a cidade em que nascera e ao ambiente em que fora criada.
Cora Carolina morreu em Goiânia, em sua casa, que foi transformada
em um museu e que foi deixada exatamente como Cora Carolina arrumou.
Primeiros
passos literários
Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana
serviram de inspiração para que aquela frágil
mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia
atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado
até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
Senhora
de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento
acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção
artística priorizasse a mensagem ao invés da forma.
Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender
o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas
no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade
de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade
pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.
Livros
e outras obras
-
Estórias da casa velha da ponte
- Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais
- Meninos verdes (Infantil)
- Meu livro de cordel
- O tesouro da casa velha
- A moeda de ouro que o pato engoliu (Infantil)
- Vintém de cobre
Divulgação nacional
Foi ao ter sua poesia conhecida por Carlos Drummond de Andrade que
Ana, já conhecida como Cora Coralina, passou a ser admirada
por todo o Brasil.
Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás,
foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa
já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram
o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de
Língua Portuguesa do século XX. Onze anos mais tarde,
em 1976, compôs Meu Livro de Cordel. Finalmente,
em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões
de Aninha (Ed. Global).
Cora Coralina foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio
Juca Pato da União Brasileira dos Escritores em 1983. Dois
anos mais tarde, veio a falecer.
Observação:
Segundo
informações após contato com Célia Bretas
Tahan, jornalista, escritora e neta de Cora Coralina, esta confirmou
que todos os poemas inéditos de Cora se encontram em poder
de sua mãe, Vicência Brêtas Tahan (única
filha de Cora ainda viva e autora da biografia romanceada "Cora
Coragem Cora Poesia") e o poema vinculado pela mídia "Não
Sei" e/ou "Saber Viver" não faz parte deste
acervo.
Fonte: Wikipédia